quinta-feira, 25 de março de 2010

Mao na massa!

De posse dos orcamentos e precos combinados, fomos (eu, a Manal, a diretora do orfanato Helen e o encarregado Michael) ao centro da cidade comecar a compra dos materiais. Era imprescindivel trazer 2 pessoas locais, pois na hora que todo mundo ver gente branca (muzungu) fazendo compras, tenta logo aumentar o preco... Mas isso era so o comeco da historia, os desafios ainda estavam por vir...

Logo na primeira parada ja sentimos na pele o que seria fazer compras no Kenya. As maioria das lojas nao tem um estoque razoavel, nao ha servico de entrega dos materiais e pagamento so em dinheiro vivo! Ou seja, tinhamos que comprar somente o que o meu limite diario de saque permite, o que acabava dando certo com o que as lojas tinham disponivel para pronta entrega. Por outro lado, tambem nao queria comprar 100% do material e deixar parado la no orfanato (estou neurotica com medo dos trabahadores roubarem alguma coisa). Os vendedores tambem sao de uma “eficiencia” impar. As lojas nao tem computador, entao todos os pedidos e notas sao feitos a mao.

Contratamos um caminhao de um terceiro para levar as compras da primeira fase (uma boa parte da ceramica - umas 150 caixas mais ou menos, todos os azuleijos, todas as tintas, 25 sacos de 50kg de cimento e mais uma caixa enorme de livros). Na segunda-feira as lojas me prometeram que teriam todo o material restante e iremos logo cedo comprar. No dia anterior, ja haviamos encomendado num tapeceiro conhecido os 6 sofas, num bairro chamado Kikuyo, parecido com uma favela, mas que a Helen me garantiu ser de boa qualidade (dei uma pequena entrada e o restante so na entrega). E o marceneiro ja comecou a fazer camas, mesas, estantes e portas nas quantidades combinadas.

Apesar de ter tomado o dia inteiro pra fazer compras em 3 lojas da mesma rua (tintas, livros e ceramica) voltei com a sensacao de dever do dia cumprido. Teve ate um episodio muito engracado. Comecou a chover muito forte quando eles estavam terminando de carregar o caminhao e todos nos voltariamos juntos de carona. Na hora de irmos embora, o cara do caminhao + o motorista + o Michael entraram na cabine e deixaram eu, Manal e Helen para ir na cacamba!!! Inacreditavel!! Sim, foi verdade, cavalheirismo nao existe nessas bandas de ca... Nem preciso dizer que chegamos ensopadas... Mas olhando o copo meio cheio - neste caso transbordando - ate que foi divertido...

Um comentário:

  1. Affff os caras deixaram vcs irem na cacamba na chuva!??!!?!? as locais devem sofrer na mao desses caras... hahahahah

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