quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Kibera

Ontem visitei a favela de Kibera, a segunda maior favela do continente africano, atras apenas de Soweto na Africa do Sul. Localizada nao muito distante do centro da cidade, Kibera tem hoje 800.000 habitantes, que vivem em condicoes precarias de saneamento, higiene e moradia. O filme O Jardineiro Fiel do Fernando Meireles foi inclusive filmado la (o nosso guia Peter atuou figurante). Por isso e por causa do futebol, todos ja haviam falar do Brasil e eu sempre fui recebida com sorrisos largos quando falava que era brasileira. Alias, e impressionante a boa imagem do pais em razao do futebol. Sempre que falo que sou brasileira todos abrem um sorriso, pois todos acompanham a nossa selecao e os nossos jogadores. Ate o povo da tribo Maasai, que nao falava ingles, sabia quem era Ronaldo, Kaka, Robinho...

Primeiro fizemos um tour pelas ruas estreitas da favela, onde muitas vezes andavamos abaixados para nao bater nos tetos ou varais de roupa. As criancas brincavam descalcas, na rua cheia de esgoto, um mal cheiro so. Mas convenhamos, nada muito diferente das nossas favelas...
Visitamos orfanatos, clinica e ate um centro de oficios onde se fabrica la ("lan", nao tenho o til no teclado, sorry). Eu me arrisquei inclusive a pular elastico com as meninas do orfanato, do jeito como fazia quando era crianca no Maranhao, mas estava muito enferrujada pra conseguir ir muito alem... Nao sei se ja estou me acostumando a ver tanta pobreza e miseria ou se muitas das coisas que vejo aqui me e familiar, mas o fato e que estou comecando a achar as coisas "normais". Sai de Kibera com a sensacao de que realmente nenhum ser humano merece viver naquelas condicoes, mas ainda estou procurando aquela verdadeira miseria africana.

PS -> Vou fazer hoje uma pausa na minha aventura africana para ir ao casamento da minha super amiga Heloisa, em Palermo, Sicilia. Sou madrinha e nao poderia perder! Estarei de volta na terca. Ja fui avisada pela ONG que tenho 2 opcoes de trabalho: um campo de refugiados e um outro orfanato. Vou acertar os detalhes agora a tarde. Da proxima vez tambem ponho mais fotos, esqueci de trazer a camara. Ciao!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mudancas

That's it! Estou infeliz no meu orfanato e hoje pedi pra mudar de lugar, quero trabalhar num campo de refugiados. O problema com os funcionarios corruptos nao deixa a gente evoluir e eu estou me sentindo sem utilidade aqui. Acho que fiquei no pior orfanato, pois todos os outros voluntarios estao gostando do lugares que estao (a diferenca e que todos eles ficaram em orfanatos prevados, administrados por ONGs ou em campo de refugiados). Sem falar, que tem um diretor que adora conversar com as voluntarias com segundas intencoes e eu ja ouvi dizer que ele ate ja tentou beijar uma delas!! Quero mudar de la. Prefiro ir pra onde eu realmente consiga ajudar de alguma forma. Nao que as criancas do meu orfanato nao precisem de ajuda, elas precisam muito, mas ha milhares de outras precisando tambem, infelizmente e uma questao de estatistica. Entao, tenho que ter certeza que as minhas doacoes e o meu trabalho realmente facam diferenca na vida de pelo menos uma delas. Tambem ja pedi pra visitar um desses campos, minhas amigas que foram dizem que e uma coisa lastimavel, e todas elas trocaram o trabalho nos orfanatos pelos campos.

Agora ja tenho mais de uma semana aqui e tudo ainda e muito novo. Mas nao aguento mais a comida kenyana, e sempre a mesma coisa e eles poem um tempero (Masala) em todas comidas, entao o arroz tem o mesmo gosto da couve, que tem o mesmo gosto das ervilhas e assim vai. Tambem ja quase virei vegetariana, pois nao consigo comer a carne muito temperada e cheia de nervos e gordura. A comida pra eles e uma questao de sobrevivencia apenas, entao na ha variedade de pratos. Pelo menos meu cafe da manha e exatamente igual ao Brasil, com frutas, iogurte e cereais. Acho que ja perdi quase 2kg. To ficando preocupada pois tenho que estar em boas condicoes fisicas pra aguentar o Kilimanjaro (ontem uma voluntaria inglesa voltou do Kilimajaro com 3kg perdidos em 5 dias, mas ela nao conseguiu chegar ao cume, disse que vomitava muito por causa da altitude e desceu da montanha faltando 400m) . Sei que a minha mae vai ler o blog e ficar preocupada, mas nao e tao simples ir num bom restaurante nem comprar comida e levar pra casa. Tambem nao quero ficar me enchendo de besteiras durante o dia, como batatinhas e chocolates. Alem do mais, estamos todos aqui pra viver esta experiencia a fundo e nao ha sentido comer em lugares caros, quando todos os dias presenciamos situacoes de pessoas miseraveis.

Um americano da minha casa pegou malaria, ele esta aqui ha quase 5 meses ja e ainda vai ficar mais 2. Por enquanto, minha malinha de remedios esta intacta, comecei a tossir ontem, mas acho que ja vai passar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Maasai Mara - Tribo

No domingo, fomos conhecer uma vila da tribo Maasai, perto do nosso acampamento, onde 72 pessoas da mesma familia vivem. O nosso guia (ele tinha ate celular), que tinha um nome que significa homem feliz, falava ingles e nos levou pra conhecer a vila, que e cercada em forma de circulo, por um muro feito de galhos secos e troncos, que serve tambem para conter o gado durante a noite. Pagamos um entrance fee de KSH 1.000 cada, que e todo revertido ao sustento da vila. Era de manha cedo e os homens estavam se preparando para levar os animais para o pasto, ja que os Maasai nao moram mais dentro da reserva e nao podem mais cacar, por uma proibicao do governo. Eles fizeram uma danca com cantos, para que o dia fosse produtivo (achei meio coisa pra turista ver). Os Maasai tem grande parte dos seus costumes preservados ate hoje e usam uma vestimenta vermelha, que costumava amedrontar os leoes e outros animais.


Depois as mulheres nos convidaram para a danca e fomos conhecer dentro da vila. Tinha uma vaca agonizando, morrendo de tao fraca e eu fiquei muiiito incomodada de ver aquilo, tava me dando um mal estar. Mas menos mal que durou apenas alguns minutos e depois ela morreu pobrezinha. O chao da vila e completamente tomado de esterco e as criancas andam descalcas, as pessoas sentam no chao... Cada costume... Entramos numa cabana (minuscula) e pudemos ver as condicoes precarias em que vivem, quarto e cozinha tudo junto, ja que o fogo que faz os alimentos, aquece-os a noite. Tinham moscas voando pra tudo quanto e lado. Tambem ha um espaco para guardar os bezerros dentro de casa, para que nao gastem o leite da mae durante a noite. Fiz praticamente uma entrevista com o homem feliz, perguntando um monte de coisas. Os Maasai bebem uma mistura de sangue, leite e acucar toda as manhas. Eles nao cultivam nenhum vegetal nem frutas, pois elefantes e zebras destroem todas as suas plantacoes. Acabam comprando no mercado. Alias, eles nunca comem frutas, pois como nao sao acostumados, poderia fazer mal ao estomago. Uma esposa custa 10 vacas (um cara ofereceu 100 vacas por uma de nos no dia anterior e a gente ainda desdenhou do coitado...). Depois eles fizeram fogo do mesmo jeito que os homens das cavernas, que e como fazem fogo ate hoje. Adorei a experiencia de conhece-los, aprender um pouco sobre esta tribo, uma das poucas que ainda resistem a passagem do tempo e da civilizacao.
Quando voltei a Nairobi ate comprei um livro (bestseller) que chama The White Maasai, sobre a estoria de uma turista alema que vai visitar uma tribo Maasai e se apaixona por um deles, tem filho com ele, vem morar na tribo... deve ser interessante. Felizmente "resistimos" ao charme Maasai e apesar das indiretas do nosso guia de que estava procurando uma esposa, o clube da luluzinha voltou pra casa do mesmo jeito que foi...

Maasai Mara - Animais

Confesso que o Maasai Mara foi o primeiro motivo que me fez escolher vir para o Kenya. Sempre adorei assistir os programas sobre animais no Animal Planet e National Geografic e ficava fascinada por este lugar. E este final de semana acabei realizando um dos meus sonhos, fazer um safari no Maasai Mara.


O parque fica a 250km de Nairobi e o meu grupo era basicamente um clube das luluzinhas, 7 mulheres!! Eu, Angeleena - canadense e 5 americanas - Heather, Clare, Lauren, Lyndsay e Nikki. Mais o Antony, nosso motorista e guia e o Steven, nosso cozinheiro. Ja no caminho pra reserva, vimos diversos animais, como girafas, gazelas e emas, mas safari de verdade is all about the big five (leao, elefante, rinoceronte, leopardo e bufalo). Mal chegamos, deixamos as malas e partimos para um safari ao entardecer. Estavamos super animadas e ansiosas. Logo de cara encontramos um leao e uma leoa na maior paquera. Eles eram lindos!! Continuando nosso passeio nos deparamos com uma familia de elefantes. Eles sao os meus preferidos. Tao grandes e tao pacificos. Pareciamos que estavamos num zoologico, com zebras, gnus, javalis, hienas, guepardos, todos ali convivendo na maior harmonia. Depois fomos avisados pelo radio de 2 rinocerontes pretos (fazia 3 meses que nenhum deles era avistado no parque). Os guias de todas as empresas ficam se comunicando o tempo todo por radio pra que todo mundo possa ver os animais, no melhor sistema ganha-ganha. No final ainda vimos varios bufalos, ou seja, ja tinhamos visto 4 dos 5 ja no primeiro dia. E de quebra, ainda presenciamos o por do dol mais perfeito do mundo...


No segundo dia de safari, acordamos cedo, mas acho que os animais do parque ainda estavam dormindo... Rodamos por horas e tudo o que viamos eram abutres, cervos, javalis (nada contra o Pumba coitado, mas queriamos os five). E de repente vimos uma leoa que tinha acabado de comer um gnu, por isso pudemos chegar bem perto. A partir dai foi um show atras do outro. Uma manada com 26 elefantes, de todos os tamanhos. Um grupo de 10 girafas, altas, posudas. E o premio que faltava: um leopardo. Leopardos sao muito dificeis de serem vistos, ja que passam praticamente o dia inteiro em cima das arvores. Ja era hora do almoco e paramos para um pit stop estrategico perto do Rio Mara, que separa o Kenya da Tanzania e por onde todos os animais fazem a Grande Migracao anual. Um guarda armado veio nos escoltar para levar-nos ao banheiro, ja que o lugar tava cheio de crocodilos e hipopotamos. Mas o lugar nao era bem um banheiro e ele disse: cada uma escolhe um arbusto desses ai e eu fico aqui esperando. Como assim??? Bem, foi uma experiencia no minimo engracada... Depois fomos almocar embaixo de uma arvore, no melhor estilo piquenique, com varios macaquinhos espertos esperando por um agrado dos turistas. Pra fechar com chave de ouro, encontramos 2 leos descansando sob um arbusto e tambem pudemos chegar bem perto. Eles sao tao lindos, seguros e orgulhosos. Digam se eu ja nao posso ser fotografa do Nat Geo?? rsrsrs. E como se ainda fosse possivel acontecer algo extraordinario, o por do sol foi ainda mais incrivel que o do dia anterior, realmente Divino. Eu estava emocionada e feliz, me sentindo uma pessoa realmente abencoada. Tinha realizado um grande sonho...



Orfanato

Fui alocada para trabalhar no Nairobi Children's Home, um orfanato administrado pelo governo que abriga 86 criancas de 0 a 6 anos, localizado a 30 minutos de caminhada da minha casa, em Lower Kabete. Dizem que e um orfanato provisorio, onde as criancas ficam apenas esperando o tempo em serem adotadas ou irem para outros orfanatos permanentes. Talvez por isso ele seja tao ruim.

As 2 neo-zelandesas da minha casa, Judy e Hayley - mae e filha, me levaram pra la no primeiro dia de trabalho, e no caminho ja fui ouvindo todas as estorias sobre os funcionarios relaxados, corruptos e indiferentes. Mas chegando la o meu choque foi ainda maior. As criancas estavam espalhadas pelos corredores, salas, quintal, em todos os lugares, apenas vagando sem ter o que fazer. Elas nao tem aulas (as mais velhas tem aulas algumas vezes na semana apenas e por menos de 1 hora), elas nao tem brinquedos e elas nao tem nenhuma nocao de higine. As criancas fazem suas necessidades em qualquer lugar (o que faz o cheiro do lugar ser horrivel) e elas nao bebem agua o dia inteiro. Ainda tem a barreira da lingua, ja que como essas criancas nao tem aula, elas nao aprendem ingles, somente conversacao em Swahili, entao nao conseguimos nem organizar algumas brincadeiras pra passar o tempo... E os funcionarios estavam conversando entre eles sem se importar, nao vem nos ajudar. . Confesso que fiquei horrorizada, mas o choque so nao foi maior porque pelo menos elas nao eram esqueleticas e nem pareciam muito doentes (aparentemente so algumas feridas pelo corpo ou narizes escorrendo). As criancas tem as cabecas raspadas e fica dificil diferenciar os meninos das meninas, mas elas sao tao doces, sorridentes, carentes de atencao, muito fofas...

Sinceramente, preciso pensar num jeito em como ajudar estas criancas, ja que so tenho um mes aqui. A grande maioria das doacoes de comida, roupas ou brinquedos somem alguns dias depois. Conhecemos bem como isso funciona com o nosso querido Brasil. Um voluntario neo-zelandes que trabalhou la ha 6 meses conseguiu a colaboracao de um voluntario local, Teddy, e 2x por semana suporta financeiramente a compra frutas para o orfanato (as criancas nunca haviam comido frutas na vida antes disso). Ja conversei com o Teddy para ver o que podemos fazer e tambem vou conversar com a cordenadora do meu programa esta semana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Primeiras impressoes...

Cheguei em Nairobi na segunda a tarde, dia 14/09/09. O voo foi tranquilo e os voos com a South African melhor do que eu imaginava. Na chegada, ja tinha um funcionario da ONG me esperando para me levar a host family que me hospedaria durante os primeiros 2 dias (nao sabia disso). Tambem conheci a Ingrid, uma australiana que vai ficar aqui por 3 meses, e que seria minha roomate nesse periodo. Na ida ja vimos 2 caminhoes virados e 1 acidente de carro, aquela coisa caotica no transito, onibus, vans (matatus), bicicletas, carros e muitos pedestres tudo junto.


A casa que ficamos era bem simples, numa regiao bem pobre no suburbio da cidade, mas pelo que pude perceber, a familia tinha uma certa condicao financeira, pois havia 2 empregadas na casa e eles tinham um Land Rover na garagem... Mas cheguei tao cansada do jet lag (sao 6 horas a mais em relacao ao Brasil) e por nao ter dormido no voo que so pensava em dormir.


Mesmo com todo o planejamento feito, descobri que nao trouxe coisas essenciais para minha estadia aqui, como toalha (muito basico) e travesseiro. Bem, mas como pra tudo se dar um jeito, a minha canga com a bandeira do brasil virou minha toalha e o travesseiro roubado no aviao caiu como uma luva... Agua encanada e um artigo raro aqui, entao corriamos pra tomar banho logo de manha ja pra garantir.


Os 2 primeiros dias sao apenas de integracao entre os voluntarios. No primeiro dia, ficamos numa sala de hotel aprendendo sobre a cultura e costumes bem como varias palavras no idioma local (Swahili). Jambo (hello), hakuna matata (no problem), adorei o som das palavras! Depois fomos todos almocar num restaurante chines (imaginem o nivel da comida). No segundo dia, visitamos um orfanato de animais selvagens, como leoes, leopardos, macacos, etc. Segurei um baby guepardo no colo!!!! Amazing! -Da proxima coloco a foto- Depois almoco num restaurante local no centro da cidade. O restaurante chines era 5 estrelas... O banheiro do restaurante nao tinha sanitario, mas um buraco no chao, nem tinha papel, so um chuveirinho... Melhor parar por aqui... Como estavamos no centro, aproveitei e comprei todas as coisas que estavam faltando, usei a internet e comprei um celular local na safaricom. Meu blackberry nao esta funcionando aqui e de inicio quase fiquei louca quando descobri, mas agora estou achando uma maravilha...

Tenho tomado meu comprimido da Malaria todos os dias, usado repelentes e comprei um mosquiteiro que instalei em cima da minha cama. Desde ontem ja estou no dormitorio da ONG e agora divido o quarto com 2 enfermeiras americanas de New Jersey. Moramos em nove, 3 americanos, 3 mexicanos, 2 neo-zelandesas e eu. Tem uma housekeeper muito simpatica, chamada Charity, que cozinha, limpa a casa e lava as roupas. Plus total...

No proximo post vou falar sobre o orfanato que comecei a trabalhar hoje. Como amanha vou viajar para o Maasai Mara para fazer safari no final de semana, conto na segunda.

Malas prontas

Depois de ferias de verao maravilhosas, chegou a hora de arrumar as malas e preparar a minha cabeca para o que esta por vir. Em agosto fui pra NY, Barcelona, Ibiza e Croacia. Praias paradisiacas, restaurantes bacanas, baladas ate o amanhecer, gente do mundo inteiro apenas curtindo ferias, sol e mar. Eu sabia que nao seria assim nos proximos meses, entao quando voltei tratei de arrumar as malas e dos ultimos detalhes da viagem. Minha mala parece uma farmacia movel, com remedio pra tudo quanto e doenca. E por mais que eu tenha me programado, ainda faltam milhoes de coisas pra resolver de ultima hora.

Recebi mais informacoes do trabalho voluntario. Vou trabalhar num orfanato com criancas de 0-6 anos numa regiao a 15km do centro de Nairobi e vou ficar no dormitorio da ONG com outros voluntarios, mas que fica perto do meu trabalho. Tiveram novas adesoes e agora somos 33.

Ah! Fechei com uma agencia de turismo inglesa (Africa Travel Resource) uma expedicao de escalada ao Monte Kilimanjaro na Tanzania!!! Sao 7 dias no total e comeca no dia 18/10/09. Em funcao disso, comprei varios equipamentos para esta aventura em NY (beeem mais barato que no Brasil), como uma jaqueta especial para chuva, neve e vento, luvas, meias, calcas, canivete, lanterna, gorro e ceroula. Agora so preciso treinar pra aguentar as caminhadas. Afinal, sao 5.895m e a altitude e o maior obstaculo...

Mesmo na correria, ainda consegui tempo pra visitar meus pais no Maranhao depois das viagens, e passei o feriado de 7/setembro la. Fiz todo o regime de engorda pra ter bastante reserva pros quase 2 meses na Africa... hehehe. Tambem tiveram mais calorias em varias comemoracoes de despedida, como almocos, happy hours, etc. Acho que o povo ta mesmo feliz que eu vou ficar fora esse tempo... :)

Entao domingo pego o voo para Johanesburgo e de la uma conexao quase imediata para Nairobi.
E assim, the journey begins!


PS -> Por um problema de pecinha, este post so esta indo hoje, mas a data correta eh dia 12/09/09.